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Do Inconsciente Analítico ao Inconsciente Psicodélico

  • Foto do escritor: Marcia Armonia
    Marcia Armonia
  • 22 de set. de 2025
  • 1 min de leitura


O inconsciente sempre foi um território de mistério. Para Freud, ele é o chão oculto da vida psíquica, onde repousam desejos e memórias recalcadas, que retornam em sonhos, lapsos e sintomas. Uma dimensão que não obedece ao tempo nem à lógica, mas insiste em se manifestar.

Com Jung, essa paisagem se amplia. O inconsciente não é apenas um depósito de lembranças pessoais, mas um oceano coletivo, habitado por arquétipos e imagens universais. Símbolos que atravessam culturas e épocas, revelando que a psique humana compartilha raízes comuns.

Hoje, ao olharmos para as experiências psicodélicas, vemos nascer a ideia de um inconsciente psicodélico. Nele, o ego se dissolve, o tempo se desfaz, e surgem vivências de morte e renascimento simbólicos. Imagens arquetípicas emergem como se viessem das profundezas desse oceano interior, ressoando muito mais com a visão junguiana do que com a freudiana.

Entre ciência, mito e experiência, o inconsciente psicodélico nos lembra que a mente não cabe em fronteiras rígidas. Ele é fluxo, travessia e revelação — uma via régia para o mistério humano e para a possibilidade de integração.

 
 
 

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